Sua forma de pensar, constrói a sua realidade.

 

O primeiro passo para que as mudanças aconteçam é saber que podemos realizá-las. O segundo passo é desejarmos que as mudanças aconteçam. O terceiro, é agir para que as mudanças sejam implementadas.

Para quem estuda um pouco de neurociência, sabe que o nosso cérebro é formado por conexões neurais e essa estrutura neural é que possibilita a ação. Fisicamente o corpo é coordenado pelos comandos mentais.

Nós construímos durante a vida, uma malha neural dentro de padrões mentais, formados por nossos próprios paradigmas. Depois de ter acesso às descobertas da Autosofia, nós descobrimos um novo modelo mental que invalida muito da malha que havíamos construído anteriormente.

É importante reconhecer que a descoberta de um novo paradigma não é capaz de tirar automaticamente a malha anterior da atividade, pois ela continua ativa. Precisamos trabalhar quase artesanalmente na construção da nova malha e enquanto estamos construindo a nova malha, a velha malha continua ativa e nesse momento existem duas conclusões conflitantes convivendo simultaneamente.

Haverá momentos em que na consolidação da nova malha mental, a antiga forma de pensar, ou seja, a velha malha mental, vai se manter ativa e até mesmo se sobrepor a essa nova malha. Nessa hora temos que nos manter resilientes e conscientes do que o processo de criação da nova malha requer.

Mesmo desejando um determinado objetivo, nossas antigas crenças nos levam a agir seguindo os velhos padrões mentais e por consequência, a obtermos os mesmos antigos resultados. Na construção da nova maneira de pensar, temos que agir conscientemente, questionando os velhos padrões e reafirmando a nova malha mental; essa criação consciente nos encaminhará aos resultados que desejamos.

João de Deus Gonsalves

Sobre sermos espirituais e vivermos como “santos”

No dia 01 de Novembro nós comemoramos o Dia de todos os Santos e nesse dia nós tivemos vários momentos de descontração no grupo da Autosofia, dizendo que esse era o dia de todos os Homens.
Eu gostaria de aproveitar essa descontração sobre os homens serem santos e comentar um pouco com vocês sobre santidade.
É obvio que nós ouvimos muito falar de santidade como sendo o resultado de um afastamento dos prazeres humanos. Costuma-se dizer que a pessoa santa é dedicada a uma causa espiritual e essa pessoa não fala palavrão, não é uma pessoa voltada para o sexo, e…
E eu gostaria de comentar um pouco com vocês qual é a percepção que eu tenho de santidade e essa percepção não é só minha, porque já vi outras pessoas despertas tendo essa mesma percepção.
O que eu considero como santidade é a coerência entre o falar, sentir e o agir. No momento em que nós estivermos vivendo com essa coerência, sendo o que estamos falando, agindo de acordo com o que realmente acreditamos e sentimos, isso é santidade.
É muito interessante nós prestarmos atenção nessa questão porque nós todos, homens e mulheres, qualquer que seja a nossa expressão, ao vivenciarmos essa coerência, nós estaremos exercitando essa santidade que é o alinhamento, a harmonização entre o pensar, falar e agir.
Quando estamos com esse alinhamento, nós somos criadores poderosos.
É obvio que essa é uma conquista, é um treino e na medida que formos conseguindo isso mais forte nos sentiremos e mais harmônicos também.

ROMANCE x AMOR

 

Nós podemos viver uma relação romântica e amorosa, mas isso não é o amor em si.
O ato de se relacionar romanticamente muitas vezes envolve posse, envolve ciúmes.
Às vezes estamos nos relacionando com alguém e nos sentimos bem, desejamos estar com aquela pessoa, essa pessoa nos faz bem e dizemos que a amamos muito por causa do conforto que ela nos gera, mas isso não é amor. Beijos e abraços são só recursos de interação que usamos. Isso é afinidade, damos algo e recebemos algo em troca. Um beijo não acontece se não tiver duas pessoas interagindo. Os dois recebem e os dois dão. Sexo não acontece se não tiver duas pessoas interagindo dando e recebendo ao mesmo tempo, só acontece com a participação ativa dos dois, mas isso não é amor, é troca, mas pode ser vivido com amor.
Isso é só para trazer uma compressão e começarmos a dissociar a troca do amor. E eu não estou dizendo que isso é ruim, eu estou apenas dizendo que relacionamento é troca, seja em que grau for. Independentemente do grau de possessão que exista, a dinâmica só existe se tiverem duas partes interagindo, as duas dando e as duas recebendo. E isso não é ruim, tanto assim que nós vivemos trocando.
Mas amor é muito mais que isso, amor é olhar para a pessoa que desejamos ter ao nosso lado e que sentimos falta e ter um sentimento tão puro por essa pessoa que mesmo desejando tê-la ao nosso lado, nós queremos o bem dela e entendemos o quanto é importante que ela tenha a liberdade de viver do jeito que quiser e desejar que aonde quer que ela esteja, com quem for que ela esteja, vamos desejar o seu bem. Isso é amor.
Muito podem achar que isso é utopia. Eu digo que enquanto não integrarmos a consciência amorosa que somos isso vai continuar a ser utópico, mas no momento que nós integramos a nossa consciência amorosa nós vamos poder viver isso.
Amor é querer o bem do outro essencialmente, independentemente de reciprocidade. Embora possamos também viver uma relação harmônica recíproca, o desejo recíproco, com amor e isso é que faz um relacionamento sólido.
Portanto, amar não é dizer: eu te quero bem enquanto o outro está na cama com você, ou te beijando do jeito que você gosta ou te dando a atenção que você gosta, porque isso é troca. Amar é querer o bem do outro aonde estiver e com quem estiver, mesmo que você fique sofrendo com o coração apertado e sinta a falta física do outro, quando você deseja que o outro fique feliz e bem, isso sim é amar.
Quando você pensa se não estiver comigo eu quero que se dano, isso não é amor, isso é posse. No momento que nós amamos a posse fique em segundo plano, porque reconhecemos o direito de liberdade do outro.
Eu não estou desqualificando o relacionamento afetivo romântico onde duas pessoas se dediquem exclusivamente uma a outra, porque isso é ótimo. Eu só estou deixando claro o que é o amor e o que é a troca. E podemos ter a troca com amor e esse é o melhor dos mundos para um relacionamento.

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PROCESSO DE CRIAÇÃO DA REALIDADE

Se delegamos a alguém (uma divindade ou um terceiro) o poder de realizar um desejo pessoal, e temos a firme convicção de que esse alguém está agindo por nós, nossa fé trará resultados.
A nossa fé gera resultados quando achamos que tem alguém fazendo algo por nós; a fé tem força criadora…

Mas quando despertamos e entendemos que não tem ninguém fazendo por nós, que não tem nenhum santo que faça por nós e que não temos para quem pedir, que somos nós mesmos que temos que fazer, temos que partir para a ação! Temos que partir para a criação!

Criação envolve imaginar aquilo que desejamos, já criado, se manifestando, com a convicção de que o fato de nós imaginarmos é em si, um ato aglutinador de energia consciente e isso vai se manifestar porque assim desejamos.

O desejo se manifesta não porque somos bonzinhos, ou bonitinhos, ou engraçadinhos… O desejo se manifesta porque assim desejamos! O desejo se manifesta porque é autocriador!

Muitas vezes desejamos algo, mas não com tanta intensidade…
Mas quando realmente desejamos algo, ao vislumbrar o resultado, isso nos empolga. Essa visualização deixa nosso desejo mais vívido, mais claro. E quanto mais vívido e mais claro, mais a nossa mente trabalha nesse processo.

O objetivo tornasse um meio de realizar aquilo que almejamos.

Ver o objetivo realizado é o combustível que nos motiva a criar. Olhar para o nosso desejo realizado gera motivação para nos dedicarmos no processo de criação.

EGO

 

Não podemos desprezar o nosso ego achando que ele é uma coisa ruim. Nós o criamos de acordo com aquilo que nos agradava. Nós criamos um corpo, uma mente, um corpo emocional, e não podemos desprezá-lo. Nosso corpo é nosso veículo de manifestação.

O ego não é ruim em nenhuma hipótese, ele apenas pode gerar sofrimento pelo esquecimento da divindade que somos. O ego é um ser divino se expressando individualmente e, quando ele se percebe na essência que ele é, ele valoriza muito o conjunto da forma humana que ele se tornou.
Precisamos sempre nos lembrar que somos o Ser universal vivendo em todas as formas e todas são legítimas. Então porque vamos rejeitar o nosso ego que é uma das partes que criamos com o nosso desejo? Trate bem o seu ego porque ele é seu veículo de manifestação e ele também é divino.ego

SABEDORIA EM VÁRIOS NÍVEIS DE CONSCIÊNCIA

Muitas vezes não entendemos porque algumas coisas acontecem nas nossas vidas e nessas horas o melhor é relaxar e entregar. É preciso entendermos que existe uma sabedoria agindo e essa sabedoria é real. Ela está atuando simultaneamente num nível que muitas vezes não percebemos.

Quando nós criamos sofrimento, a sabedoria está tentando nos mostrar como estamos criando e porque estamos criando sofrimento e como criar a satisfação. Nós buscamos nessa experiência o nosso aprimoramento. É importante termos a compreensão de que a sabedoria atua em níveis simultâneos e distintos entre si.

Nós sempre, ininterruptamente estamos atuando também num nível de sabedoria, em um outro patamar de consciência, nesse nível sábio que nós estamos atuando, nós estamos criando soluções.

No nível consciente nós não sabemos que existe dentro de nós uma sabedoria porque nós não aprendemos que temos. Muitas vezes nós temos um insight e ficamos maravilhados, mas isso se dá porque quando nós procuramos entender as coisas nós criamos um caminho para a compreensão. Esses insights são a resposta do nosso anseio de acessar a sabedoria.

Na Autosofia nós desbloqueamos a mente, nós saímos do campo racional, mas nos mantemos conscientes. Um novo padrão é criado a partir do nosso aprendizado.

Tudo o que aqui vivemos, sejam as amorosidades, sejam as hostilidades, derivam do nosso estado de consciência. Mas a verdade mesmo é que nós somos a consciência eterna e essas oscilações são brincadeiras que nós fazemos.

Não devemos classificar aquilo que vivemos como bom ou como ruim, na verdade são estados de expressão. Nos manifestamos como luz e como sombra e a sombra é tão agradável quanto à luz. Não existe maldade na sombra. Nós devemos desvincular a ideia de que a sombra é algo ruim, porque sombra e água fresca são coisas que nós gostamos muito.

O que temos na verdade são estados de esquecimento e, através dele, nos distanciamos do amor e geramos sofrimento.

Às vezes nós oscilamos e isso é normal, às vezes, falamos, compreendemos, mas da mesma forma que falamos e compreendemos, podemos esquecer facilmente.
Muitas vezes o sentimento se sobrepõe à lucidez. Nessas horas precisamos nos manter calmos e nos levarmos para um estado de mais tranquilidade. Devemos estar cientes que nós temos uma espécie de elevador na consciência, onde, em um momento, nós estamos em um andar de muita paz, de acordo com a nossa lucidez. Em outro andar, podemos estar em muita confusão de acordo com o nosso esquecimento. E outro andar nós podemos estar vivendo emoções diferentes e percepções diferentes e, assim, nós podemos imaginar que nós somos um grande prédio e em cada andar temos uma percepção, uma compreensão. O grande paradoxo é que tudo isso funciona simultaneamente. O edifício está lá e todos os andares estão funcionando ao mesmo tempo e cabe a cada um de nós, como consciência que está dando atenção a algo a partir do foco de observação da nossa mente, escolher para qual andar queremos ir. E nesse ponto que percebo o quanto é importante a nossa interação uns com os outros, porque juntos nós nos recordamos do nosso propósito, do que estamos fazendo aqui, do que podemos fazer para melhorar e esse conjunto é fabuloso. O aprendizado precisa ser repetido várias vezes, internalizado, integrado, praticado, até que nós tenhamos adquirido essa integração a ponto de se tornar um novo hábito e entender que essa oscilação vai diminuindo proporcionalmente ao nosso treinamento.

Quando entendemos que TUDO é energia, avançamos na compreensão da realidade, e quando entendemos que a energia é CONSCIÊNCIA, e que essa consciência é puro AMOR, damos um grande salto evolutivo.

SUBCONSCIENTE

Todos nós guardamos no subconsciente todos os arquivos de tudo o que vivemos desde a vida uterina, ele armazena tudo o que sentimos, tudo o que concluímos, todas as imagens, sons. É um imenso depósito de informações. Nós podemos saber tudo o que compõe a nossa personalidade quando acessamos nosso subconsciente. Ele é a fonte de todas as informações que a pessoa teve durante a vida. Podemos fazer uma analogia do subconsciente com uma grande biblioteca com muitos e muitos livros, mas todos catalogados, todos nos seus respectivos lugares, muito bem organizados e que podem ser localizados facilmente. E o mais importante é que todos nós temos como acessar diretamente esse conteúdo sem precisar de nenhum canal especial e nem de nenhum guru. Na Autosofia cada um acessa a sua sabedoria, cada um é o seu próprio mestre.

Você é o seu único inimigo

Assistindo novamente a trilogia Matrix recentemente, percebo que existe uma sabedoria imensa naquele filme.
Eu vejo nessa trilogia a sabedoria de que você é o único que luta contra você mesmo, não existe inimigo. A única força que surge para lutar é aquela que nós externamos e ela pode aparecer em forma de outras pessoas que estão sintonizadas com essa mesma frequência, mas ela não é uma agressora, ela não é uma força independente de você, ela é você externando uma das suas facetas interiores.
Isso é maravilhoso porque ao descobrirmos isso nós não vamos mais nos preocupar com o ataque de ninguém, porque somente você pode gerar um lutador lá fora para vim brigar com você. Não existe outra possibilidade.
Nunca, jamais alguém vai invadir o seu território, ele é apenas a tua criação se aproximando, porque dentro de você existe uma faceta que está se reprovando, que está querendo briga.
No momento em que internalizarmos essa consciência nós vamos começar a nos libertar!
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A UNICIDADE E A VERDADE

A Unicidade não é uma versão, não é uma crença, não é uma percepção de um indivíduo. A Unicidade é o que nós constatamos quando expandimos e percebemos que esse corpo é um ponto de atenção da nossa consciência e essa consciência é tão magnífica que ela se expressa em tantos quantos pontos queira.

O primeiro ponto que eu considero o eixo da Autosofia é a Unicidade. A Unicidade por si já diz que tudo é uno. Não existe eu e você, embora nós usemos este vocabulário para nós expressarmos e interagirmos. Nós temos um código de linguagem para nos expressarmos e sermos entendidos.

Mas a Unicidade nos mostra é que não existe eu e você. O que existe somos nós em uma expressão multimanifesta, com milhões, bilhões, “zilhões” de células que são conscientes, que são ativas e que se unem para viver uma experiência.

A consciência que somos decide viver uma experiência e se molda para se tornar o que quer. Usando a analogia do teatro, ela vai se tornar a casa de espetáculos, vai se tornar a coreografia, a cenografia, a música, os atores, a plateia. Tudo é a mesma consciência se metamorfoseando e se tornando todos os elementos necessários para o show acontecer.

Eu já tive muitas experiências onde eu ficava achando graça da nossa necessidade de ser aplaudido. E eu me percebi sendo aplaudido e aplaudindo. Nessa situação a percepção muda de figura. Porque de repente já não tem mais uma estrela. Todos são estrelas e todos são um mesmo. Termina sendo uma brincadeira que não é o que se pensa que é. Nós buscamos muito um reconhecimento que na verdade é só fruto do quanto estamos esquecidos de quem somos.

O segundo ponto depois da Unicidade é a Igualdade. A unicidade nivela a todos em um patamar fantástico e logo depois nós temos uma constatação natural que é a igualdade. Quem não percebe isso é porque não entendeu a Unicidade.

Por isso é que não adianta nós queremos nos sobrepor a alguém, no momento em que desejarmos nos sobrepor a alguém, porque estaríamos declarando que estamos num patamar superior e isso é uma ilusão.

O terceiro ponto é que não existe alguém com privilégios em relação aos outros. Quando nos desidentificamos com a forma, com a personalidade, percebemos que somos uma única consciência vivendo em todos os corpos, como podemos privilegiar alguém?

Já me questionaram:

– Se não existem privilegiados, como fica a situação daqueles que se sentem desfavorecidos?

A minha resposta é que existe o outro lado da mesma moeda. O que leva um a se colocar no patamar de superioridade é a mesma inconsciência que leva o outro a se colocar num patamar de inferioridade.

A unicidade, a igualdade e o não privilégio, sendo que este último faz parte da igualdade, são os pilares que devemos seguir. E eu acrescentei o não privilégio como um argumento a mais para a mente. Não ter privilégio é não ter uma prioridade em relação aos outros. É entender que todos temos os mesmos recursos e autonomia para criarmos o que quisermos. E cada um vai viver de acordo com a sua criação.

Igualdade não é divisão de bens. Igualdade é respeitar a autonomia de cada um de nós, sabendo que cada um de nós tem os mesmos recursos para criar.

O não privilégio inclui uma gama de coisas:

Se tem algo que na Autosofia é muito claro é que nós somos iguais e se na nossa convenção masculina milenar nós adotarmos a ilusão de que nós temos privilégios em relação as mulheres nós estamos inconscientes do que é a Unicidade.

Vejo que é muito comum que as pessoas acessem essa verdade, achem ela linda, mas em pouco tempo estão contradizendo o que acessaram, como se não tivessem entendido o significado daquilo. Por isso precisamos aprofundar em cada uma dessas partes e dizer para a mente que ela precisar integrar o que foi acessado.

Temos que passar a observar acima da personalidade que somos em cada ser humano que vivemos.

Quantos conhecem o símbolo Oroboro?

O símbolo Oroboro é uma cobra que faz um círculo e que come o próprio rabo. Isso significa que tudo começa e termina em você mesmo. E quando você come você come a si mesmo. Porque você é o que come e é a comida também. E quando você bate você também apanha. Você é o que bateu e o que apanhou também. Quando você trata bem você recebe o bem porque é você é o mesmo em corpos aparentemente diferentes.

O símbolo Oroboro quer dizer esse infinito eu que vivo e me usufruo.

SOBRE A IMPORTÂNCIA DA REPETIÇÃO

Outro dia, eu me peguei novamente com um sentimento muito parecido com aquele que me levou a ter essa compreensão. Observem que o mesmo que perguntou e teve a compreensão e que compartilhou estava novamente se sentindo em uma situação de dúvida e querendo saber como manter a serenidade.

Às vezes, falamos, compreendemos, mas da mesma forma que falamos e compreendemos, podemos esquecer facilmente.

Muitas vezes, o sentimento se sobrepõe à lucidez. Nessas horas, precisamos nos manter calmos e nos levarmos para um estado de mais tranquilidade.

Devemos estar cientes que temos uma espécie de elevador na consciência, onde em um momento estamos em um andar de muita paz, de acordo com a nossa lucidez. Em outro andar podemos estar em muita confusão, de acordo com o nosso esquecimento. Em outro andar podemos estar vivendo emoções diferentes e percepções diferentes e, assim, podemos imaginar que somos um grande prédio e, em cada andar, temos uma percepção, uma compreensão. Para mim, o grande paradoxo é que tudo isso funciona simultaneamente. O edifício está lá e todos os andares estão funcionando ao mesmo tempo e cabe a cada um de nós, como consciência que está dando atenção a algo a partir do foco de observação da nossa mente, escolher para qual andar queremos ir.

E nesse ponto que eu percebo o quanto é importante a nossa interação uns com os outros, porque juntos nós nos recordamos do nosso propósito, do que estamos fazendo aqui, do que podemos fazer para melhorar e esse conjunto é fabuloso.

O aprendizado precisa ser repetido várias vezes, internalizado, integrado, praticado, até que nós tenhamos adquirido essa integração, a ponto de se tornar um novo hábito, e entender que essa oscilação vai diminuindo proporcionalmente ao nosso treinamento.